O que é a quercetina?
A quercetina é um flavonol, pertencente à família dos flavonoides, um grupo de compostos naturais produzidos pelas plantas, também conhecidos como fitonutrientes ou fitoquímicos. Está naturalmente presente em diversos frutos, hortícolas, ervas aromáticas e bebidas de origem vegetal.
A quercetina tem sido amplamente estudada devido às suas propriedades antioxidantes observadas em estudos laboratoriais e ao seu potencial papel na saúde humana.
Quais são os potenciais benefícios da quercetina?
A investigação científica tem estudado a quercetina em diversas áreas da saúde. Embora muitos resultados sejam promissores, para a maioria das utilizações ainda não existe evidência clínica suficiente para confirmar benefícios consistentes em humanos.
Entre as áreas atualmente estudadas incluem-se:
- atividade antioxidante;
- modulação da resposta inflamatória;
- resposta imunitária;
- saúde cardiovascular;
- metabolismo;
- saúde respiratória;
- envelhecimento saudável.
Alguns estudos clínicos sugerem benefícios modestos em determinadas condições, mas são necessários mais ensaios clínicos de elevada qualidade antes de serem estabelecidas conclusões definitivas.
Quais são as fontes alimentares de quercetina?
A quercetina encontra-se naturalmente em vários alimentos, nomeadamente:
- cebola;
- maçã;
- brócolos;
- couve;
- alface roxa;
- tomate;
- espargos;
- frutos vermelhos;
- sabugueiro;
- orégãos;
- chá verde;
- alcaparras.
A quantidade ingerida depende do tipo de alimentação e do método de preparação dos alimentos.
Quem poderá considerar um suplemento de quercetina?
Uma alimentação variada e rica em alimentos de origem vegetal constitui normalmente a principal fonte de quercetina.
Os suplementos alimentares podem ser considerados por adultos que pretendam complementar a ingestão deste flavonoide, sempre como complemento de uma alimentação variada e equilibrada e de um estilo de vida saudável.
Atualmente, não existem alegações de saúde autorizadas pela EFSA para a quercetina.
Qual é a dose habitualmente utilizada?
Nos estudos clínicos publicados têm sido utilizadas doses entre 500 mg e 1000 mg por dia, embora a dose possa variar conforme o objetivo da investigação.
A dose recomendada deverá ser sempre a indicada pelo fabricante ou pelo profissional de saúde.
Quais são os possíveis efeitos adversos?
A quercetina é geralmente bem tolerada quando utilizada nas doses habitualmente estudadas.
Os efeitos adversos descritos são geralmente ligeiros e podem incluir:
- desconforto gastrointestinal;
- dor de cabeça;
- sensação de formigueiro em algumas pessoas.
Em caso de toma prolongada ou utilização simultânea de medicamentos, recomenda-se aconselhamento junto de um profissional de saúde.
A quercetina pode ser utilizada durante a gravidez e amamentação?
Atualmente existe informação limitada sobre a segurança da suplementação com quercetina durante a gravidez e a amamentação.
Por esse motivo, a utilização de suplementos de quercetina nestas situações deve ser feita apenas mediante aconselhamento de um profissional de saúde.
Conclusão
A quercetina é um flavonoide naturalmente presente em diversos alimentos de origem vegetal e um dos fitoquímicos mais estudados pela comunidade científica. Embora a investigação tenha identificado potenciais mecanismos antioxidantes e anti-inflamatórios, a evidência clínica continua em desenvolvimento e atualmente não existem alegações de saúde autorizadas pela EFSA para este composto.
Uma alimentação variada, rica em frutas, hortícolas, ervas aromáticas e outros alimentos vegetais continua a ser a principal forma de obter quercetina naturalmente.
A informação apresentada neste artigo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui aconselhamento médico. Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de uma alimentação variada e equilibrada e de um estilo de vida saudável.
Referências
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